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Hostilidade contra missionários e judeus messiânicos cresce em Israel

Missionários, cristãos e judeus messiânicos cada vez mais têm enfrentado a hostilidade de judeus radicais em Israel. 

De acordo com o International Christian Concern (ICC), recentemente, ativistas da organização Lehava e Or l’Achim tentaram impedir que pessoas participassem de uma convenção de judeus messiânicos em Jerusalém.

As organizações judias são contra a presença cristã e o evangelismo em Israel. Segundo o ICC, houve um aumento de incidentes de hostilidade e de violência contra cristãos na Terra Santa, nos últimos meses.

Para especialistas, o crescimento da hostilidade está relacionado à atual coalizão do governo israelense, que é apoiada por facções radicais de judeus ortodoxos, que defendem a ortodoxia em Israel e são contra a pregação do Evangelho no país.

“Missionários vão para casa”

Em maio, judeus ortodoxos protestam contra missionários cristãos no Muro das Lamentações, durante o evento “Pentecostes 2023 – Um Dia Global de Oração por Jerusalém e pelas Nações”.

Os manifestantes gritaram slogans como “Missionários vão para casa”, expressando sua oposição ao grupo de cristãos presentes. Jovens ortodoxos cuspiram nos missionários como forma de protestos.

Rabinos israelenses de alto escalão convocaram seus seguidores a se manifestarem contra o evento, por ele ser evangelítico.

Um dos organizadores da manifestação, o vice-prefeito de Jerusalém, Aryeh King disse que “o terrorismo missionário é tão perigoso quanto o terrorismo islâmico”.

Ele acrescentou que conheceu “pelo menos três dos participantes da manifestação de hoje que são israelenses que se converteram ao cristianismo”.

O vice-prefeito declarou ainda que esses cristãos “escolheram realizar este evento em um lugar que não tem nada a ver com o cristianismo, mas sim com o judaísmo”. Ele explicou que eventos semelhantes ocorreram no passado, mas foram a portas fechadas e não em locais religiosos sagrados de acordo com a herança judaica.

Autoridades condenaram os ataques

Segundo o Jerusalem Post, o Ministério das Relações Exteriores de Israel reagiu às manifestações e disse que “condena qualquer violação da liberdade de religião e culto em Jerusalém e qualquer violência contra autoridades religiosas na cidade. O Estado de Israel considera a liberdade de religião e culto em Jerusalém que é sagrado para judeus, cristãos e muçulmanos, um valor central para o tecido da vida na cidade”.

A vice-prefeita de Jerusalém, Fleur Hassan-Nahoum, também condenou “a manifestação de hoje contra nossos amigos cristãos sionistas que vêm apoiar nosso país e nossa capital eterna, Jerusalém”.

A Liga Anti Difamação (ADL) respondeu ao incidente e disse que “a inegável conexão judaica com a cidade sagrada nunca deve justificar a exclusão de outros de praticar suas próprias crenças e expressar sua herança”.

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