‘O Senhor está dando canções para a Igreja, não para denominações’, diz Gabriela Gomes

A cantora e compositora Gabriela Gomes celebrou a união de cristãos de igrejas diferentes que o estilo “Pentaship” está promovendo no Brasil, em entrevista ao Guiame, durante a Expoevangélica 2023, na semana passada.

“Hoje, eu vejo muito essa fusão. Eu fico muito feliz porque creio que o Senhor está dando canções para a Igreja brasileira cantar, não é ‘X’, nem ‘Y’. Eu tenho me empenhado nisso, em cantar o que Jesus quer ouvir, porque sei que o que eu lançar, é o que a igreja vai cantar”, disse.

E refletiu: “Então, o que o noivo quer ouvir da noiva? Tenho buscado essas referências para lançar canções que comuniquem com a Igreja em geral”.

Assista a entrevista completa:

Gabriela lembrou que o novo gênero – que mistura Worship e o estilo Pentecostal – iniciou com a cantora Midiã Lima, em um trabalho produzido por ela. 

“Nós chegamos nesse ponto de que precisávamos de um estilo que trouxesse essa unidade entre o gospel adoração e o pentecostal”, contou Gabriela.

Moldada pelo Oleiro

Comentando sobre seu último lançamento “Obra-prima”, a cantora disse que já passou por momentos em que foi moldada por Deus, como um vaso nas mãos do oleiro.

“Acredito que tudo o que acontece na nossa vida é o Senhor nos lapidando, é como o fogo que refina o ouro. Eu acredito que todos os sofrimentos que vivemos tem o mesmo propósito: nos levar a um lugar de obediência, para nos tornar mais parecidos com Jesus, porque Ele é modelo”, afirmou.

“Eu passei por muitos processos nesses últimos anos. Eu olho para minha vida e peço sempre para o Senhor me refazer. Essa canção é uma oração, é um pedido ao Senhor: ‘Deus me refaz, me quebra e me faz de novo, porque eu desejo parecer com Jesus’”, explicou ela.

Testemunhos de salvação

A cantora, que ministra sobre cura emocional e o amor de Deus, relatou que já recebeu testemunhos de pessoas que foram tocadas através de suas canções.

“Pessoas que queriam tirar sua própria vida, ouviram uma canção e sentiram o amor de Deus. Um testemunho que me marcou muito foi de pessoas que ouviram ‘Obra-prima’ e veio um temor muito grande, um desejo de arrependimento e de se render a Jesus”, relatou.

E completou: “Eu creio que a única forma da gente receber a vida, que é Jesus, é crendo e confessando de todo o nosso coração. Mas sem arrependimento, não conseguimos acessar esse lugar”.

Gabriela revelou que tem orado para que um batismo de arrependimento aconteça na Igreja brasileira. “Que aconteça sobre nós, sobre mim, para que possamos experimentar um nível maior de intimidade com Deus, de maior revelação de sua presença e de sua graça”, declarou.

Conhecendo Jesus

Filha de um dos maiores compositores da música cristã no Brasil, Marquinhos Gomes, Gabriela seguiu os passos do pai e começou a compor com apenas 12 anos.

Mesmo crescendo em um lar cristão e passado por uma experiência de cura, ela contou que conheceu Jesus somente aos 18 anos.

“Eu ainda não conhecia a pessoa de Jesus. Aos meus 18 anos foi que comecei a clamar, porque eu queria que Ele falasse comigo. E foi no meu quarto que o Senhor se revelou a mim e me envolveu. E eu nunca mais fui a mesma pessoa”, testemunhou.

A compositora destacou a importância de todo cristão ter um encontro pessoal com Cristo. “Você pode até ter tido uma experiência com cura e milagre, mas o milagre por si só não pode te salvar e preencher você, somente Jesus pode fazer isso”, ponderou Gabriela.

“Por isso, que eu tenho focado muito mais em pregar a respeito de Jesus do que somente no que Ele faz. Jesus é bom, Ele cura, faz milagres. Mas o dono do milagre é maior do que o milagre. 

E pregou: “Quando aprendemos que Jesus é tudo o que precisamos, ainda que passemos por aflições e que queremos muito uma coisa que ainda não temos, temos o contentamento de que Jesus é tudo, Ele é o tesouro mais precioso”.

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