“Queriam morrer por quem morreu por eles”, diz líder sobre cristãos martirizados na Eritreia

A perseguição contra os cristãos na Eritreia permanece por mais de 20 anos. Muitos crentes continuam presos por manifestarem sua fé em Jesus no país.

Segundo o Mission Network News, neste momento, pelo menos 220 pessoas estão detidas em prisões com péssimas condições de vida.

Alguns destes prisioneiros estão alojados em contêineres e carecem de alimentação e saneamento adequados.

Dr. Brehane Esemelash, diretor de um ministério cristão da Eritreia, contou à organização Voz dos mártires do Canadá que os líderes do país querem ser adorados, e não apenas obedecidos.

“Porque, como evangélicos, vemos todos os cristãos, a Igreja global, mundial. Todos os cristãos são nossos irmãos e irmãs. Isso deixa os líderes da Eritreia inseguros. Eles querem isolar o seu próprio povo da influência externa”, explicou ele.

E continuou: “Eles querem que você acredite no que eles dizem nas TVs e rádios. Na Eritreia, existe apenas uma estação de televisão e uma estação de rádio”.

Ele observou que as autoridades da Eritreia também perseguiram a Igreja Ortodoxa local: “A hierarquia vai estritamente de cima para baixo. Portanto, se eles controlam a liderança, controlarão toda a comunicação”.

Cristãos na Eritreia

De acordo com o Dr. Esmelash, os cristãos na Eritreia perseveram em meio a opressão. 

Ele contou que durante um tempo, esteve detido em uma das prisões do país e conhece outras pessoas que também sofreram com as detenções ou que foram martirizadas pela fé em Jesus.

Para ele, se essas pessoas tivessem uma segunda chance, eles tomariam a mesma decisão: 

“Jesus deu sua vida por nossa causa. Então, eles queriam morrer pela pessoa que morreu por eles”.

 

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