Macaé reforça alerta de cuidados contra proliferação do mosquito Aedes aegypti

Com um trabalho realizado semanalmente durante todos os anos, a Secretaria de Saúde de Macaé segue com ações visando o combate à proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika, chikungunya e febre amarela.

As ações são realizadas pela Coordenadoria Especial de Vigilância Ambiental em Saúde, que reforçou a necessidade de apoio da população para que as estratégias do governo sejam ainda mais eficazes para evitar aumentos no número de casos na cidade.

“Os cuidados contra a proliferação do Aedes aegypti envolvem a colaboração direta da população em geral para que as estratégias do governo sejam eficazes”, ressaltou o órgão da Secretaria de Saúde.

De acordo com a coordenadoria, a orientação é para que cada um faça sua parte, levando em conta que a dengue pode atingir crianças, adultos e idosos de todas as idades, sendo um dos principais problemas de saúde pública no mundo, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Coordenador Especial de Vigilância Ambiental em Saúde, Luan Campos afirma que o órgão tem intensificado as ações de controle do Aedes aegypti, mas lembra que somente o trabalho do governo não é suficiente para a prevenção da doença.

“É bom destacar que 90% dos focos de mosquito Aedes estão dentro das residências”, afirmou Luan Campos.

O gestor explicou que as ações com carro fumacê seguem cronogramas semanais priorizando os bairros com maior número de casos e notificações, lembrando que os trabalhos contam com o Reconhecimento Geográfico (RG), além das atuações dos agentes de endemias.

Ainda segundo Luan Campos, os itens que predominam e influenciam o índice de dengue em Macaé são caixas d’água, bombonas, baldes e reservatórios a céu aberto, onde os mosquitos depositam seus ovos.

“Daí a importância de todos se prevenirem contra a dengue, doença que pode evoluir para uma forma mais grave, como a dengue hemorrágica, e se tornar fatal se não tratada a tempo. Prevenir a dengue depende dos cuidados que cada um realiza para eliminar os criadouros e assim evitar a reprodução do mosquito”, ressaltou o município.

Entre as medidas indicadas pela Secretaria de Saúde, estão colocar areia nos pratinhos de vasos de plantas; guardar garrafas com a boca virada para baixo; limpar calhas e canos; não jogar lixo em vias públicas, terrenos baldios, lagos e rios; colocar o lixo em sacos ou recipientes fechados; manter baldes, caixas d’água, cisternas e piscinas tampados; verificar se há água parada em pneus, vasos de plantas, garrafas, baldes e em outros recipientes que acumulam água; tampar o vaso sanitário em desuso; limpar a bandeja de ar condicionado e recipiente externo de geladeira com frequência; utilizar mosquiteiros sobre a cama e colocar telas em portas e janelas; tampar os ralos ou colocar desinfetante com frequência; lavar a vasilha de água de seu animal de estimação pelo menos uma vez por semana; ficar atento a lonas, carrinhos de mão, betoneiras, lajes, tonéis e poços de elevadores em caso de obras; evitar acúmulo de objetos em áreas a céu aberto; eliminar copinhos plásticos, tampas de refrigerantes e cascas de coco em sacos que possam ser lacrados; e furar latas de alumínio antes de descartar para não acumular água.

Além disso, a Coordenadoria Especial de Vigilância Ambiental em Saúde continua com as ações de visitas domiciliares e mutirões nas residências e estabelecimentos comerciais, além dos programas de educação em saúde nos bairros da cidade e na região serrana, priorizando os pontos de maior circulação de pessoas.

“É importante evitar água parada todos os dias porque os ovos do mosquito podem sobreviver por um ano e meio no ambiente”.

Para denunciar locais de água parada, o órgão da Secretaria de Saúde disponibiliza atendimento presencial na Rua Tenente-Coronel Amado, 225, no Centro, além de contato pelo e-mail, cevas@macae.rj.gov.br, e pelo Disque-Dengue, que funciona gratuitamente através do número 0800-022-64641.

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