O Teatro Municipal Joel Barcellos, em Rio das Ostras, recebe, no próximo dia 25 de janeiro, o espetáculo teatral “Um Instante”, com direção de Ritcheli Santana, que revisita a inspiração na cena “Philip Glass Compra Pão”, de David Ives, traduzida e adaptada por Ana Bernstein.
Dessa vez, a investigação da premiada cena que rendeu diversos prêmios ao diretor, entre eles os de Melhor Esquete e Prêmio Especial do Júri, no Festival Niterói em Cena, em 2009, promete levar a novos caminhos e novas experimentações.
Em “Um Instante”, o diretor apresenta uma obra autoral, construída a partir de diálogos cotidianos que se transformam em estruturas rítmicas marcadas por repetições, variações e jogos sonoros, dialogando diretamente com a estética minimalista do compositor Philip Glass.
Mestre em Artes da Cena pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Ritcheli Santana é professor do Centro de Formação Artística de Música, Dança e Teatro, a popular Onda, onde iniciou sua formação, e onde conheceu o texto de “Philip Glass Compra Pão”.
Contemplado pelo edital Fluxos Fluminenses, da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), o espetáculo tem no elenco os atores Luan Vieira, Liw, Bohe, Aisha Almeida, Dianna Neves, e o intérprete Thiago Lima, com produção executiva de Julya Avila, todos formados ou com passagens pelas salas de aulas da Onda.
“A criação articula palavra, corpo e som, explorando a cena como um campo de polifonia, sensibilidade e fisicalidade que são eixos centrais da pesquisa desenvolvida por Ritcheli Santana ao longo de sua trajetória”, ressalta a produção.
Outro elemento central de “Um Instante” é a integração da Língua Brasileira de Sinais (Libras) como linguagem estética e poética, incorporada à dramaturgia como parte essencial da cena, criando uma experiência que ultrapassa a tradução, unindo um diálogo entre línguas, corpos e sons, e ampliando as possibilidades de comunicação e percepção do público.
“No espetáculo, a Língua Brasileira de Sinais e a língua falada se entrelaçam, criando uma partitura gestual e verbal. Um corpo comunicante e uma melodia minimalista, à maneira de Philip Glass, repetem a mesma estrutura com variações sutis, revelando texturas sonoras silenciosas. O texto se organiza a partir de palavras-chave que constroem múltiplos cenários verbais e musicais, explorando a polissemia e a riqueza expressiva da linguagem”, completa a produção.




