Entrada de Wellington José recompõe plenário da Assembleia após prisão de deputado investigado na Operação Unha e Carne
A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) convocou Wellington José (União Brasil) para assumir a vaga do deputado Thiago Rangel (Avante), afastado do cargo por decisão do Supremo Tribunal Federal e preso durante a Operação Unha e Carne.
O edital de convocação foi publicado no Diário Oficial do Legislativo nesta sexta-feira (22) e devolve à Assembleia o quórum completo de 70 parlamentares.
A movimentação ocorre em meio a um dos episódios mais delicados recentes da política fluminense, após a prisão de um deputado estadual em exercício e a desmobilização completa de seu gabinete parlamentar.
No último dia 12, a Alerj dissolveu a estrutura de Thiago Rangel e exonerou os 40 assessores ligados ao mandato. Apesar disso, o parlamentar ainda não perdeu oficialmente o cargo. Para a cassação ocorrer, o plenário da Casa precisa votar o processo, sem prazo definido até o momento.
Em nota divulgada anteriormente, a Assembleia informou que o afastamento de Thiago permanece válido enquanto vigorar a decisão do STF e que a convocação do suplente foi necessária para recompor o funcionamento legislativo.
Wellington José assume como primeiro suplente da federação partidária pela qual disputou as eleições de 2022 ao lado de Thiago Rangel.
Segundo informações da própria Alerj, o novo deputado nasceu em Ricardo de Albuquerque, na Zona Norte do Rio, e iniciou trajetória política em ações sociais ligadas a igrejas católicas da região.
Também atuou na Secretaria Municipal de Assistência Social da capital fluminense e em órgãos estaduais, além de projetos voltados a jovens em situação de vulnerabilidade.
Nos bastidores da Assembleia, a troca de parlamentares amplia o desgaste político provocado pela operação e reacende discussões sobre controle partidário, funcionamento dos gabinetes e impacto institucional de investigações envolvendo deputados em exercício no Rio de Janeiro.





