Depois de viralizar em uma polêmica envolvendo uma fala sua durante uma entrada com a jornalista Fernanda Gentil depois do jogo de estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo, no empate em 1 a 1 contra Marrocos, o senador Romário (PL-RJ) voltou a ser tema nas redes sociais, dessa vez no âmbito político.
Contratado como comentarista pelo canal CazéTV, no YouTube, detentora de direitos de transmissão dos jogos do mundial, o senador e ex-jogador estaria conciliando as duas funções, segundo resposta de seu gabinete ao portal UOL.
Em nota, Romário teria afirmado que atuará como comentarista “apenas em alguns jogos do Mundial” e que “trata-se de atividade privada que é perfeitamente compatível com as atividades parlamentares”.
Atualmente, o Senado não tem sessões deliberativas presenciais marcadas até a final da Copa, marcada para o próximo dia 19 de julho, conforme consta no site oficial da casa, num “mini recesso” que se justificaria pela própria Copa e pelas festas juninas.
Um levantamento feito pelo UOL mostrou que Romário voltou de licença em abril depois de um afastamento de 4 meses para tratar de assunto particulares, período em que foi substituído pelo suplente Bruno Bonetti (PL-RJ).
Se ser substituído parece comum na carreira como senador, a coisa era bem diferente nos tempos de ex-jogador quando o então atacante era considerado “fominha” e não gostava de ir para o banco de jeito nenhum, exceto por lesões.
Segundo o regimento do Senado, os afastamentos por saúde ou para ocupar cargos no Executivo municipal, estadual ou federal, não têm limites, mas as licenças para tratar de assuntos particulares podem durar até 120 dias.
Nesse período, o congressista fica sem remuneração, já que o salário é repassado ao suplente que exerce a função, mas se o afastamento passar de 120 dias ininterruptos, a situação pode resultar em perda de mandato, conforme previsto na Constituição Federal.
Além disso, o UOL traz ainda que o senador tem 7 requerimentos de justificações de ausência em análise, a maioria envolvendo idas de Romário ao Rio para participar de compromissos políticos, e outros 2 ainda não aprovados, pelo menos motivo.
Outros 8 requerimentos foram negados, sendo 6 deles pelos compromissos políticos no Rio e 2 por licenças por motivos de saúde solicitadas em agosto e setembro de 2023, meses seguintes à internação, em julho, por conta de uma infecção intestinal.
Senador desde 2015, Romário foi eleito em 2014 com mais de 4,5 milhões de votos pelo antigo PSB, que virou CIDADANIA, sendo reeleito 8 anos depois, em 2022, agora pelo PL, com mais de 2 milhões de votos.




