Quaquá confirma racha com pré-candidata do PT e declara apoio a Pedro Paulo para o Senado

O prefeito de Maricá, Washington Quaquá (PT), voltou a repercutir no meio político regional depois de anunciar que apoiará a candidatura ao Senado do deputado federal Pedro Paulo (PSD-RJ), descartando a possibilidade de apoiar a candidata do seu próprio partido, a ex-governadora Benedita da Silva (PT-RJ).

Pessoas nos bastidores da política afirmam que a “questão Benedita” azedou de vez a relação entre Quaquá e o PT, especial depois que a cúpula do partido passou por cima da decisão do prefeito de Maricá, que também é vice-presidente nacional e pai do presidente do PT do Rio, Diego Quaquá (PT), sobre os nomes dos suplentes na chapa de Benedita ao Senado.

A rixa vem desde maio, quando Quaquá queria colocar como suplentes na chapa 2 de seus aliados, o vereador do Rio, Felipe Pires (PT), e o cantor gospel Kleber Lucas (PT), mas Benedita discordou, resultando numa intervenção direta da direção nacional do partido, que conseguiu a confirmação do 1º suplente, Manoel Severino (PT), ex-presidente da Casa do Moeda e aliado da ex-governadora.

Segundo o jornalista Luis Felipe Azevedo, de O Globo, Quaquá teria justificado o apoio a Pedro Paulo usando a aliança, no Estado do Rio, entre o presidente Lula (PT-SP), e o ex-prefeito do Rio e pré-candidato a governador, Eduardo Paes (PSD).

Na visão de Quaquá, foi Benedita quem “dispensou o apoio” da ala próxima a ele ao optar por Manoel Severiano como suplente, ao invés dos nomes indicados pela direção estadual do partido, ou seja, a turma de Quaquá.

“O grupo majoritário do Rio topou apoiá-la e ofereceu um suplente, o líder do PT na Câmara do Rio, Felipe Pires, e ela não topou. Ela disse que tem idade avançada e quer deixar a suplência de herança para o Manoel Severino, seu chefe de gabinete, que certamente trará escândalos para a campanha, já que estava ligado a saques de dinheiro no Mensalão”, afirmou Quaquá a O Globo.

Depois de ser acusado de etarismo, nome para à discriminação em razão da idade, ao dizer que “não votaria em que tem 80 anos”, o prefeito de Maricá se justificou dizendo que suas críticas não são por “questão etária”, e sim por “bom senso”.

“Prova maior disso é o presidente Lula, que completou 80 anos esbanjando força, disposição e energia”, ponderou Quaquá.

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