O ex-delegado da 128ª Delegacia de Polícia Civil (128ª DP), de Rio das Ostras, Franquis Nepomuceno, foi preso nessa quinta-feira, 9, durante operação do Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ), que apura esquema de desvio de recursos públicos do Instituto Rio Metrópole (IRM).
Iniciada na manhã dessa quinta, a operação prendeu outras 4 pessoas, incluindo o presidente do IRM, Davi Perini Vermelho, o Didê; o procurador do Estado, Marcelo Lopes da Silva; e a ex-fiscal do IRM, Caroline Soares Barros; além de Amanda Íthala da Paschoa.
Os 5 fazem parte de uma lista de 11 alvos das investigações, denunciados pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitações e lavagem de dinheiro que teriam resultado em um prejuízo de mais de 86 milhões de reais entre julho de 2022 e maio desse ano.
As operações estão sendo conduzidas pelo Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (GAESF), do MPRJ, que revelou que as investigações começaram após auditoria determinada pelo governador interino do Rio, desembargador Ricardo Couto.
De acordo com a denúncia, empresas contratadas pelo IRM repassavam parte dos recursos ao Instituto BIO (Brazilian Institute of Organics), apontado como uma entidade “de fachada” de onde dinheiro era sacado em espécie com objetivo de dificultar o rastreamento de valores desviados.
Além dos 5 presos, a operação também mira o diretor de Planejamento e Projetos do IRM, Maurício Silva Knoploch, o pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL), e que é apontado como articulador do direcionamento das licitações em favor das empresas investigadas.
Nessa quinta, também estão sendo cumpridos 9 mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro, São Gonçalo e Teresópolis, em endereços ligados aos membros da organização criminosa.
“A operação realizada hoje pelo Ministério Público (MPRJ) é fruto de um trabalho conjunto entre os órgãos do Estado. O Governo do Estado identificou indícios de irregularidades nos contratos, por meio de auditoria realizada pela Controladoria Geral do Estado (CGE) e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no Instituto Rio Metrópole (IRM). Assim que os relatórios foram concluídos, o Governo do Estado encaminhou formalmente o material ao Ministério Público, órgão competente para conduzir investigações criminais. O MP aprofundou a apuração, reuniu as provas necessárias e solicitou as medidas judiciais cumpridas nesta quinta-feira. É importante destacar que o Instituto Rio Metrópole é uma autarquia cuja presidência possui mandato fixo de quatro anos. Diferentemente de cargos de livre nomeação e exoneração, a atual gestão foi nomeada na administração anterior e tem mandato até o final de dezembro de 2026. O Governo do Estado reforça o compromisso com a transparência, a correta aplicação dos recursos públicos e o combate à corrupção”, afirmou o Governo do Estado, em nota publicada pela CNN Brasil.




