Silva Jardim ganha unidade especializada em restauração da Mata Atlântica

A Associação Mico-Leão Dourado (AMLD) inaugurou, na última semana, o Centro de Referência em Restauração Ecológica (CERRE), que passa a funcionar na Fazenda Perdida, Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Parque Mico II, localizada às margens da BR-101, na zona rural de Silva Jardim.

Considerado um marco na história da proteção da Mata Atlântica, o CERRE foi inaugurado com a presença de representantes de órgãos ambientais municipais, estaduais e federais, além de pesquisadores, proprietários rurais e entidades parceiras.

De acordo com a AMLD, serão restaurados 130 hectares (ha) de área com o apoio dos projetos e investidores nacionais e internacionais, com acompanhamento da comunidade acadêmica e proprietários rurais.

A expectativa é que a iniciativa promova troca de experiências entre instituições de pesquisa, como universidades e o Programa de Pesquisa Ecológica de Longa Duração (PELD Rede), além de viveiristas e simpatizantes do programa de conservação do mico-leão-dourado.

A programação incluiu roda de conversa com o vice-presidente do conselho da AMLD, Luiz Fernando Moraes; o professor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Jerônimo Sansevero; o coordenador de Restauração da AMLD, Carlos Alvarenga; o chefe do Laboratório de Ciências Ambientais da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), Marcelo Trindade; o coordenador de Restauração Ecológica na Secretaria Estadual do Ambiente e Sustentabilidade, Felipe Drummond.

Também estiveram presentes Flávio Valente, representante do Instituto Estadual do Ambiente (Inea); e Gustavo Luna, representante do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Durante a solenidade, o público também conferiu uma exposição interna e ao ar livre com painéis informativos, realizando o plantio de mudas nativas da Mata Atlântica e visitando a Unidade Demonstrativa de Pecuária Sustentável, lançada durante o evento, em uma propriedade parceira.

Segundo a AMLD, o CERRE funcionará como um laboratório a céu aberto, compartilhando experiências e conhecimentos que fortalecem o processo de restauração ecológica e o desenvolvimento sustentável da Bacia do Rio São João.

“O CERRE é hoje uma realidade graças ao apoio de financiadores no âmbito do Projeto Floresta Viva (SEAS, BNDS, Funbio, ExxonMobile e Aegea) e do Projeto GEF Áreas Privadas (IIS, UNEP, SBIO e MMA), além dos parceiros internacionais Irène M. Staehelin Foundation e Save the Golden Lion Tamarin. A iniciativa resulta ainda de uma ampla aliança com instituições de pesquisa, viveiristas e simpatizantes do programa de conservação do mico-leão-dourado” completou a AMLD.

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