Contas de 2025 de Cláudio Castro são rejeitadas por 3 a 1 em votação do TCE-RJ

O plenário do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ) rejeitou, na tarde dessa segunda-feira, 1º de junho, por 3 votos a 1, as contas do ex-governador Cláudio Castro (PL) referentes ao exercício de 2025 à frente do governo estadual.

Votaram pela rejeição o relator revisor José Gomes Graciosa e os conselheiros Marcelo Verdini Maia e Christiano Ghuerren, enquanto o conselheiro Rodrigo Melo foi o único a votar pela aprovação das contas do ano passado.

Em seu voto, o relator revisor justificou seu voto pela rejeição em razão de “distorções generalizadas na apresentação dos valores”, apontando ainda uma superavaliação artificial de ativos do governo, como 1,13 bilhão de reais investido no Banco Master sem previsão de perdas.

O voto de José Gomes Graciosa destaca ainda investimentos de 5,01 bilhões de reais classificados de forma inadequada do Estado no Banco Master, de Daniel Vorcaro, no conglomerado coreano Mirae Asset, e no Banco Genial, que serão alvos de uma auditoria extraordinária da corte do TCE-RJ.

Na argumentação, o relator revisor apontou 5 irregularidades, 12 impropriedades e indícios de inconsistências no balanço patrimonial do Estado, divergindo do relator original, Rodrigo Melo, que defendeu a aprovação com ressalvas na última quinta-feira, 28, quando a votação foi suspensa por pedido de vista de Christiano Ghuerren.

Com a rejeição das contas pelo TCE-RJ, o parecer agora será enviado para apreciação da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), que terá a palavra final sobre a aprovação ou reprovação das contas de 2025 do Estado.

Caso o Legislativo vote a favor do parecer do TCE-RJ, mantendo a reprovação das contas do ex-governador por existência de irregularidade insanável e ato doloso de improbidade administrativa, Cláudio Castro poderá ficar inelegível por mais 8 anos.

Atualmente, Castro está sendo investigado pela Polícia Federal (PF), alvo de duas operações, apontam ligações do ex-governador com a Refit e com o Banco Master, que teria recebido mais de 3 bilhões de reais do Estado, através de aportes do Fundo Único de Previdência do Estado do Rio (RioPrevidência).

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