Nova pesquisa mostra presidente com 39% das intenções de voto; senador do PL recua quatro pontos em cenário mais pulverizado
A nova pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) mantém o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança da disputa presidencial. O petista aparece com 39% das intenções de voto no primeiro turno, mesmo percentual registrado no levantamento anterior.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) ocupa a segunda colocação, com 29%, quatro pontos abaixo dos 33% registrados em maio.
A distância entre os dois principais nomes da disputa chega agora a dez pontos percentuais.
Atrás deles, o cenário segue fragmentado. O fundador do MBL, Renan Santos (Missão), e o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), aparecem com 3% cada. O deputado federal Aécio Neves (PSDB), incluído pela primeira vez no levantamento, registra 2%, mesmo índice do ex-governador mineiro Romeu Zema (Novo).
Os demais pré-candidatos não ultrapassam 1%.
A pesquisa também aponta crescimento do número de indecisos, que passou de 5% para 10%, enquanto os votos brancos, nulos ou a intenção de não comparecer somam 9%.
O levantamento é o primeiro realizado após uma sequência de episódios que colocaram Flávio Bolsonaro no centro do noticiário político. Entre eles, a divulgação de diálogos envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e a viagem do senador aos Estados Unidos, onde se reuniu com aliados do ex-presidente Donald Trump.
Segundo o diretor da Quaest, Felipe Nunes, o levantamento mostra que Flávio mantém forte apoio entre os eleitores identificados com o bolsonarismo, mas encontra mais dificuldade para ampliar sua presença em segmentos da direita não alinhados diretamente ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Nesse grupo, a pesquisa aponta divisão maior das intenções de voto entre nomes alternativos, como Renan Santos e Ronaldo Caiado, além de uma parcela que declara apoio ao próprio Lula.
A nova rodada também marca a estreia de nomes como Aécio Neves e Joaquim Barbosa no cenário estimulado apresentado aos entrevistados, ampliando o número de pré-candidatos avaliados pela consultoria e contribuindo para uma distribuição mais pulverizada das intenções de voto.




