LDO prevê aumento da receita de Macaé para R$ 5,88 bilhões em 2027

Macaé poderá ter uma receita maior em 2027. É o que apontam as estimativas que começaram a ser apresentadas nesta semana em audiência pública na Câmara sobre a Lei das Diretrizes Orçamentárias (LDO). A receita prevista é de um orçamento de 5,88 bilhões, números superiores aos R$ 5,1 bilhões registrados em 2026.  A LDO para 2027 está prevista para ser votada até o dia 31 de agosto.

O crescimento da receita pode ser explicado, em partes, pelo aumento da produção de petróleo na Bacia de Campos e a guerra no Oriente Médio, que elevaram o preço do barril. A soma desses fatores acabou resultando em mais royalties para o município. “Isso levou a um crescimento exponencial em relação ao ano passado”, explicou o secretário de Planejamento, Wagner Motta, representante da Prefeitura de Macaé na audiência pública.

A sessão foi presidida pelo vice-líder do governo na Câmara, o vereador Luciano Diniz (Cidadania). Realizada na última terça-feira (30), a audiência pública debateu as metas e diretrizes orçamentárias para 2027. De acordo com os dados apresentados, o aumento nas receitas deve atingir R$ 1,28 bi.

A audiência detalhou também os investimentos por diferentes setores, entre eles saúde (R$ 494 milhões) e educação (R$ 941 milhões). Outro gasto significativo é com pessoal (R$ 2,094 bilhões).

O secretário apontou também a destinação de recursos para exames de imagem, população 60+, emagrecimento, oncologia, saúde da mulher. Construção de escolas, novos prédios para a Cidade Universitária e musicalização da rede pública também estão previstos.

“Fizemos essas estimativas considerando também indicadores nacionais. O crescimento esperado para o PIB é de 1,99%, a inflação prevista é de 5,3%. A taxa Selic está em 14,25%, e o desemprego, um dos menores da história, é de 6,1%”, afirmou Wagner, referindo-se à taxa de desocupação no primeiro trimestre deste ano.

A redistribuição dos royalties mais uma vez voltou a ser discutida. Em seu pronunciamento, Luciano Diniz defendeu que eles fiquem com os municípios produtores, respeitando a regra atual. O parlamentar também criticou legislação aprovada no Congresso, que está para ser julgada pelo STF, e que repassa os valores para todos os estados e municípios.

“É aqui que precisam ser aplicados recursos para compensar, por exemplo, o crescimento desordenado trazido pela indústria offshore”, afirmou Diniz.

A sessão contou também com a participação dos vereadores Tico Jardim (Cidadania) e Vicente da Fox (Solidariedade).

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